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O plantio compensatório é uma exigência legal aplicada quando há a supressão de vegetação nativa para a realização de empreendimentos. Ele busca minimizar os impactos ambientais e garantir a reposição florestal segundo critérios técnicos e legais.

Base legal do plantio compensatório

O plantio compensatório tem respaldo no Código Florestal – Lei nº 12.651/2012, que define princípios para a proteção da vegetação nativa.
Além disso, normas estaduais e municipais complementam as regras.

📌 Exemplo: em São Paulo, a Resolução SMA nº 07/2017 detalha parâmetros específicos.

cálculo do plantio compensatório conforme legislação ambiental
Plantio compensatório em área de mata nativa.

Como é feito o cálculo da compensação

O número de árvores a serem plantadas depende da vegetação suprimida.
Em alguns casos, a compensação exige índices maiores que 1:1 (duas ou mais mudas para cada árvore removida), conforme o bioma e a relevância ecológica da área.

Locais de plantio

O plantio compensatório deve ser feito em áreas estratégicas, como:

  • APPs – Áreas de Preservação Permanente (margens de rios, nascentes).
  • Reserva Legal em déficit.
  • Unidades de Conservação ou zonas de amortecimento.
  • Áreas degradadas com necessidade de recuperação.

Essa escolha aumenta a eficácia ambiental da compensação.

Espécies utilizadas

As espécies devem ser nativas da região e compatíveis com a vegetação original.
Essa escolha garante:

  • Oferta de alimento e abrigo para a fauna;
  • Maior adaptação ao clima e solo;
  • Diversidade biológica.

Manutenção e monitoramento

A compensação só é válida se houver sucesso na implantação.
Normalmente, o órgão ambiental exige:

  • Manutenção de 2 a 5 anos;
  • Replantio de mudas mortas;
  • Taxa mínima de sobrevivência (geralmente 80%);
  • Relatórios de monitoramento.

Alternativas ao plantio compensatório

Quando não é viável plantar, a legislação pode permitir alternativas:

  • Pagamento de taxas para fundos ambientais;
  • Aquisição de Cotas de Reserva Ambiental (CRA)saiba mais aqui;
  • Recuperação de áreas degradadas;
  • Projetos de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA).

Plantio compensatório no setor rodoviário

Em obras e concessões rodoviárias, a supressão vegetal é comum.
Por isso, o plantio compensatório é exigido como condicionante de licenciamento ambiental.

Desafios principais:

  • Extensão das áreas impactadas;
  • Dificuldade de monitoramento em corredores lineares;
  • Integração com programas de fauna (passagens e cercamentos).

Conclusão

O plantio compensatório é uma das ferramentas mais eficazes para conciliar desenvolvimento econômico e conservação ambiental.
Mais do que obrigação legal, é uma oportunidade de recuperar áreas degradadas, conectar fragmentos florestais e gerar ganhos reais de biodiversidade.

👉 Veja também: CADRI CETESB: guia completo para emissão

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